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OFICINA DA CARTA DA TERRA

Sobre a Proposta

A Carta da Terra constitui um dos documentos mais avançados em termos de consciência sócio-ambiental de que dispomos. Ela representa um marco ético, que precisa inspirar todas as iniciativas mundiais, a partir de seus diversos setores.

Cidadãos, instituições diversas, escolas, igrejas, empresas e prefeituras são convidadas a aderirem a este projeto. A problemática sócio-ambiental constitui uma questão pré-ideológica, no sentido de que ela envolve e atinge toda a humanidade, sem distinção. Como diz o geólogo e historiador Thomas Berry, a terra fértil é a única fonte de nutrição da humanidade; a atmosfera, a única reserva de oxigênio; a água, a única e inestimável fonte de sustentação humana e, finalmente, a subjetividade humana, como se apresenta, forjou-se em diálogo profundo com as maravilhas da Terra. A Terra é nossa casa comum e precisamos fundar uma cidadania planetária, em que o ser humano descubra-se em comunhão com todos os seres e a Terra, comunidade única de vida.

A Carta da Terra conseguiu avançar em vários aspectos: inaugura novas categorias formadoras de uma nova subjetividade, uma nova metodologia, uma nova ótica paradigmática e uma nova ética, chamada modo de vida sustentável. Ela representa um projeto consensual, elaborada durante mais de 10 anos, sob inúmeras consultas, envolvendo a participação de 46 países e mais de 100 mil pessoas.

Sabemos, contudo, que uma sociedade não avança apenas pelo fato de possuir uma legislação de ponta (temos os exemplos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Estatuto da Criança e do Adolescente). O documento está pronto e disponível, de forma objetiva, mas precisamos criar as condições subjetivas coletivas para a efetivação de sua proposta. Sem uma sensibilização que envolva as emoções, sentimentos e interações sócio-afetivas, os princípios permanecem apenas no âmbito racional.

Nesta perspectiva, a Oficina da Carta da Terra tem como objetivo trabalhar a sensibilização, através de dinâmicas que envolvam o corpo e a dança, a música, a poesia e a reflexão. A última atividade da Oficina é o contato com o texto da Carta da Terra.

Ao final, como em um grande rito de passagem, cada participante recebe a Carta da Terra.

Operacionalização das Oficinas:

- número de participantes: até 35 pessoas no máximo.
- carga horária: 16 horas

Contatos e Informações

Maristela Barenco
Coordenadora Pedagógica do CDDH
Tel: (24) 2242-2462
Fax:(24) 2246-0214
E-mail: coordenacao@cddh.org.br